26/10/2008

"por isso sou de esquerda"



" Não acredito muito no poder da literatura para mudar a sociedade. O que acontece é que sou um cidadão que gosta de incomodar o poder. Tenho uma vinculação com a vida que é profundamente ética - por isso sou de esquerda, se não tivesse ética seria um cidadão de direita. Com a literatura tenho uma ligação profundamente estética, sei que sou um criador de beleza. Não escrevo panfletos, escrevo romances. Mas ao mesmo tempo sou cidadão e escritor, por isso tento estabelecer pontes e dar à literatura a mesma ética com que enfrento a vida, e dar à minha vida a mesma estética com que enfrento a literatura. É o meu desafio pessoal."

Luís Sepúlveda

25/10/2008

Lemonheads


My Drug Buddy

Ontem em à noite, no Santiago Alquimista, em Lisboa os Lemonheads subiram ao palco... Agora renovados, mas parece que mantendo o espírito de 1992, altura em que lançaram o álbum "It's a Shame About Ray".
Este Disco está marcado na minha história e, penso, que na do meu irmão e colega de blog também. Sem o Pedro nunca teria conhecido esta banda alternativa que continuo a gostar bastante, tal como tantas outras desse início de anos 90...
Ter aqui postado estas músicas dá-me vontade de três coisas: Recuar no tempo, ter ido ontem ao concerto com o meu irmão (impossível com os dois fora de Lisboa), comprar este disco. Como duas das vontades são impossíveis de serem satisfeitas, só me resta uma alternativa.

Para finalizar um pequeno repto aqui ao Pedro: Que tens mais a dizer sobre os Lemonheads? Dá para um post ou apenas um comentário?

It's a Shame About Ray

Tempo não falta...

Mayra

24/10/2008

O Genial



Em que género se sente mais à vontade?

Sinto-me à vontade com qualquer género, o que importa é que eu e o leitor tenhamos prazer.

(...)

Nunca sente falta de inspiração?

Nunca. Desconheço o que seja o famoso bloqueio de escritor. Não estou a duvidar que exista, mas realmente nunca passei por tal experiência. Construo o livro na minha cabeça e o problema é os meus dedos serem suficientemente rápidos para acompanhar as ideias que fluem da minha mente. |



Eu sei que parece mentira, mas estes são apenas alguns disparates que este senhor disse numa entrevista. Sempre no alto do seu pedestal, sorriso e no final, claro está, um piscar de olhos maroto...
Porque é que temos de levar com isto? Que raio conta hoje em dia para atestar a qualidade de alguém?

Não tenho respostas nem estou aqui para as dar, mas em relação a este pacóvio e à sua escrita basta ler este toque de génio: ler.
Depois disto, qual Pessoa qual Camões. Como o próprio afirma a sua escrita é à José Rodrigues dos Santos.

Porque é que o rídiculo não mata?

23/10/2008

SS Gay



Tanta masculinidade, tanta homofobia, tanto culto da virilidade!!! Mas eles entre eles se calhar perdoam-se. Desde que sejam "eles". Ou será que ninguém sabia? Ou sequer suspeitava. Vale apenas ler o que Pedro Mexia escreve acerca do "affair". Fascinante e obrigatório.

Omara Portuondo





Ontem em Lisboa e anteontem no Porto esta grande senhora veio dar-nos Gracias...


Pelos magníficos 60 anos de carreira...


Agradecidos só podemos estar todos nós!

Até breve

22/10/2008

O Grande Concerto no Céu


Por uma crónica falta de tempo, apenas agora escrevo sobre a morte de Richard Wright, um dos meus heróis de sempre. Basta-me dizer que ouço os Pink Floyd desde que por volta dos meus 15 anos peguei num LP do "Dark Side of The Moon" de meu pai e o ouvi, numa daquelas magníficas aparelhagens analógicas dos anos 80, muito melhores que as de agora. Depois descobri uma TDK Cromodioxido com o "Atom Heart Mother" no lado A e do outro o "The Final Cut". São os albuns menos parecidos da história da banda. "The Final Cut" é um album de Roger Waters a solo com os músicos dos Pink Floyd a tocar,"Atom Heart Mother" são Pink Floyd puros, sinfónicos e meio alucinados. Estávamos em 1970, numa altura em que o som do orgão de Wright emanava dos confins mais profundos da "viagem", como fundo sonoro sob o qual o som único da guitarra de David Gilmour entrava dando um tom certeiro e cósmico de vitalidade, tornando o som mais rock "sinfónico". "A Saucerful of Secrets", "Meddle", "Dark Side of The Moon" ou "Shine On You Crazy Diamond" em "Wish You Where Here" são albuns onde Rick Wright está sempre presente em solos, composições e improvisações que os marcam com uma força impressionante. Os melhores Pink Floyd viveram aí. O que não é dizer pouco.
Parafraseando Rick Wakeman “One day in the byble of rock there will be written: One Day Got Created Pink Floyd..” Como homenagem deixo aqui algumas composições de Richard Wright com os Pink Floyd e a solo. Para descobrir ou redescobrir.

21/10/2008

A Vitamina de Socrates


Sócrates - Sumo de Laranja (Sócrates - Orange Juice) from Spam Cartoon on Vimeo.

O PSD Não é um Partido



"Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite fazem parte do mesmo partido? Menezes faz parte do mesmo partido em que milita Pacheco Pereira? O que os une para lá do facto de não votarem PS? O que os une para lá do cartãozinho laranja? O medo. Sobretudo o medo de que, dividindo-se o PSD, fique o espectro político entregue ao PS de Sócrates, que devora o centro e que há-de querer emergir como o pai da pátria. Isso há-de acontecer mais tarde ou mais cedo num país em que os professores são a cantar o Malhão em honra do computador Magalhães, um provincianismo digno da Mocidade Portuguesa. A história ensina que o medo é mau conselheiro. E que não se pode defender um programa quando se está refém de compromissos com o demónio. Santana e Leite podem estar juntos – mas não é um partido."

Francisco José Viegas

19/10/2008

Blogues em Obras

O que se passa com o corta-fitas???

Leiam só o Sábado, ontem mesmo.

Quanto ao 5 dias, esqueçam e se vos apetecer vão jugular... Ao menos já não há Luís Rainha. Haja esperança.

Mas muita atenção! Ele procura casa, portanto perguntem sempre quem é antes de abrir a porta.

ASSALTO A LISBOA




«Quase vinte anos a escrever constantemente contra as inúmeras tentativas de expropriar aos cidadãos de Lisboa a frente ribeirinha do Tejo para a entregar a interesses privados ou a obras públicas inúteis têm-me ensinado que este será sempre um combate de retaguarda, recuando sucessivamente de trincheira em trincheira, sem perspectivas de vitória no final. Num mundo normal (nem sequer num mundo perfeito), numa cidade como Lisboa - que tem o luxo de ter 14 km de estuário de rio, que, além do mais, representam o seu maior património histórico de referência - nada seria consentido fazer que pudesse comprometer aquilo que é o domínio público mais importante da cidade e o seu traço marcante decisivo. O rio seria de Lisboa e de ninguém mais, porque Lisboa sem o rio será apenas uma paisagem em degradação acelerada.

Mas nós não vivemos num mundo normal. Nós vivemos numa democracia em que os interesses privados passam tranquilamente à frente do interesse público, com sucessivos pretextos que, olhados de perto, não passam de um embuste. É por isso que, mesmo contra toda a esperança, é preciso não desistir de defender Lisboa contra os seus predadores - porque eles nunca desistirão das suas intenções. Hoje, volto assim a um tema de que já aqui falei duas vezes, a última das quais a semana passada: o projecto escandaloso, já aprovado pelo Governo, de erguer um muro de contentores na zona de Alcântara, podendo ocupar até 1,5 km de frente de rio, com uma altura de 15 metros - o equivalente a um prédio de quatro andares. Este caso, aliás, vem demonstrar que, pior ainda do que um mercado desregulado por falta de intervenção do Estado - que subitamente tanto preocupa José Sócrates - é um mercado regulado pelo favor político do Estado, como sucede entre nós, de forma cada vez mais chocante.

A ‘Nova Alcântara’, como pomposamente lhe chama José Sócrates, é uma obra prejudicial à cidade de Lisboa, inútil e desbaratadora de dinheiros públicos, com todo o aspecto de ser ilegal e que levanta fundadas suspeitas de favorecimento negocial inadmissível.

É devastadora para a cidade, porque, além de uma extensa faixa de rio, nos vai roubar um dos privilégios únicos que Lisboa tem: a possibilidade de ver atracados ao seu centro os navios de passageiros cuja imagem faz sonhar milhões de pessoas no mundo inteiro. Nunca mais aí veremos navios tão emblemáticos como o ‘Queen Mary II’ ou o imenso ‘Sovereign of the Seas’, empurrados para a periferia de Santa Apolónia e substituídos por uma muralha de quilómetro e meio de contentores. Nem rio, nem navios: uma montanha de caixotes de ferro, empilhados uns sobre os outros. Mas o roubo do rio não se fica por aí: aproveitando o balanço e a deslocação do terminal de navios de passageiros da gare onde estão os painéis de Almada Negreiros para o extremo oriental da cidade, o Porto de Lisboa esfrega as mãos de contente e prepara-se para dar cumprimento à sua mais recorrente ambição: a construção imobiliária à beira-rio. Deixa-se a gare de Alcântara e os painéis de Almada para os contentores e vai-se fazer em Santa Apolónia, em cima do rio, mais uma barreira de 600 metros de comprimento e outros 15 a 20 de altura, para albergar uma nova gare e, já agora, um centro comercial e um hotel… para os passageiros dos barcos, com camarote pago a bordo. E há outro dano, ainda: durante seis anos, o governo vai lançar mãos à obra de enterrar a via férrea existente, adaptando-a à necessidade de escoar um milhão de contentores a partir do centro da cidade. Num ponto crucial de entrada e saída de Lisboa, vamos ter um pandemónio instalado durante vários anos, para conseguir fornecer as acessibilidades tornadas necessárias pela localização errada do terminal de contentores.

Nessas obras, vai o governo gastar para cima de 200 milhões de euros, através da CP e da Refer, de forma a tornar viável um negócio privado que é, além do mais, totalmente inútil. Lisboa tem capacidade subaproveitada para receber contentores - mas não ali e justamente na zona oriental, para onde querem mandar os navios de passageiros. Aliás, em Alcântara, vai ser ainda necessário dragar o rio, porque o seu fundo não assegura o calado dos navios que para ali se querem levar para despejar contentores. E, quando tanto se fala em descentralização, é notável pensar que o Estado quer investir 200 milhões para trazer contentores para o centro da capital, quando ali ao lado, em Setúbal, existe um porto perfeito para isso e cuja capacidade não aproveitada é de 95%! E isto para já não falar em Sines…

Tão absurdo projecto só pode ser fruto de uma imbecilidade inimaginável ou… de uma grande, grandessíssima, negociata. Ponham-me mais os processos que quiserem, mas isto eu devo à minha consciência dizer: o negócio que o governo acaba de celebrar para Alcântara com a Liscont/Mota Engil, aprovado pelo Decreto-Lei nº 188/2008, de 23 de Setembro, tem de ser investigado - pela Assembleia da República, pelo Tribunal de Contas, pela Procuradoria-Geral da República. É preciso que fique claro do que estamos a falar: se de um acto administrativo de uma estupidez absoluta ou de mais um escândalo de promiscuidade político-empresarial.

Em 1984, o Decreto-lei n.º 287/84 estabelecia as bases para a exploração do Terminal de Contentores de Alcântara, com as seguintes condições: área de ocupação restrita; atracagem apenas permitida a navios que, pelo seu calado, não pudessem acostar a Santa Apolónia; prazo de exploração de 20 anos, e concessão mediante concurso internacional. Com estas condições, apenas uma empresa - a Liscont - se apresentou a concurso e tomou a exploração, que rapidamente se revelou deficitária. Em 1995, salvo erro, a Liscont é comprada pela Tertir, que vem a obter do Governo, nos anos seguintes, alterações ao contrato, que de todo subvertiam as regras do caderno de encargos do anterior concurso internacional: mais área de ocupação, possibilidade de acostagem de todo o tipo de navios e mais dez anos de prorrogação do prazo, agora fixado até 2014. Em 2006, oito anos antes de expirar o prazo da concessão, a Tertir é, por sua vez, comprada pela Mota-Engil, por um preço anormalmente elevado face à perspectiva de negócio futuro. Mas, em Abril deste ano, sem que nada o fizesse prever ou o aconselhasse em termos de interesse público, fica-se a saber que a concessionária obteve do Governo nova revisão extraordinária do contrato, com as seguintes alterações: alargamento da capacidade de descarga para mais do triplo; aumento da área de ocupação para mais do quíntuplo; manutenção das taxas, já reduzidas, de operação; e prolongamento do prazo de concessão por mais 27 anos (!), até 2042. Tudo sem concurso público, tudo negociado no segredo dos deuses, tudo perante o silêncio atordoador de António Costa, presumido presidente da Câmara de Lisboa. E, finalmente, em Setembro passado, através do citado Decreto-lei 188/2008, fica-se a saber que o Governo ainda se disponibiliza para investir mais de 200 milhões de euros para garantir à Liscont/Tertir/Mota-Engil as obras necessárias a garantir o escoamento da sua capacidade triplicada de movimento. Imaginem: eu tenho um pequeno restaurante à beira-rio, que não é viável, por falta de espaço e de acessibilidades, e cuja concessão a lei prevê que dependa de concurso público e só dure vinte anos. Vem o governo e, de uma assentada, autoriza-me a triplicar o espaço, prorroga-me o prazo de concessão de modo a que o meu negócio acabe garantido por um total de 57 anos e sem aumento de renda, disponibiliza-se para me fazer e pagar as obras de acessibilidade necessárias ao sucesso do restaurante… e tudo sem concurso público, negociado entre mim e eles, no resguardo dos gabinetes. É ou não é fantástico?

E é assim que se trata Lisboa. É ou não é escandaloso? E o que fazemos, ficamos quietos? Pedaço a pedaço, eles dão tudo o que é nosso, à beira-rio: um quilómetro e meio de frente à Mota-Engil, seiscentos metros ao Porto de Lisboa, um quarteirão no Cais do Sodré para qualquer coisa da observação da droga, outro quarteirão para o Hotel Altis, o CCB para a Fundação Berardo, um quarteirão mais para a Fundação Champalimaud e a Casa dos Bicos para a Fundação Saramago. »



Miguel Sousa Tavares
Expresso (18/10/2008)

18/10/2008

17/10/2008

Nasceu um Novo Blogue



A partir de hoje, para além do Nem Paz, Nem Guerra onde me manterei da mesma maneira, começo a escrever para um novo blogue.
Chama-se Caminhos Entre Tanto...

Um abraço

16/10/2008

Pela boca ainda se morre




Pois é, parece que Haider, o homem de bons costumes e exemplo para tantos austríacos e austríacas morreu devido a vícios de comportamento que fariam com que qualquer emigrante fosse deportado. Isto se ele mandasse é claro.
Agora, para além de não mandar nada, deixa ainda uma mancha negra (irónico) no currículo: morreu porque conduzia ao dobro da velocidade permitida e com uma taxa de alcoolemia superior em quatro vezes ao permitido...
Mais aqui.

O Antónimo de Mourinho


Escolhemos a Fé


15/10/2008

Posts em Destaque



É desta forma que acabam de vez os posts da semana que, durante algum tempo, perduraram neste blogue, sem contudo terem a regularidade que eu desejava, pois não sou blogger profissional e nem sempre consigo cumprir com algumas promessas que por aqui faço.
Deste modo, e como continuo a encontrar posts que considero de leitura prioritária (gostos...), decidi começar a publicar aqui os posts que eu destaco dos últimos dias, semanas ou meses... Quem sabe às vezes por temas.
Dito isto, escusado será dizer que a regularidade desta rúbrica é relativa, bem como será escusado avisar que seguem aqui uma série de excelentes posts que não tenho tido oportunidade de publicar.

Para concluir, dizer que manterei a promessa de eleger um Blogue por mês, sendo este escolhido na última semana de cada mês. Em relação ao mês de Setembro falamos mais à frente.

Posts em Destaque:
- Eleições a Tiro
- Maricas
- O Mérito da Crise Internacional
- A Natureza
- Mais Moita Flores
- Sarah Palin
- A Crise
- António Costa e a Liberdade de expressão
- Prós sem Contras
- O Dia de Rui Costa
- MEC: A Imprensa e os Blogues
- Realmente é de espantar
- Fartar Vilanagem
- Televisões Portuguesas
- Paul Newman
- José Lello: Charme de Estrebaria
- Paulo Portas: Quem não tem dinheiro não tem vices
- Lusitanas desumanidades
- As Drogas não são Iguais
- Cuidado Casimiro
- Emigrantes
- MEC e a Festa do Avante
- Luís Rainha deixa-me escrever, o que é bastante simpático da parte dele
- Breve Descrição da Vida


Depois de tantos posts, e para concluir, gostava de nomear como blogue do mês de Setembro o 0 de conduta. É de Setembro e podia ser de muitos outros meses, mas infelizmene terminou.
A não perder o seu último post que nos faz atravessar bastante do seu percurso...

13/10/2008

Fernando Pessoa




" Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar,
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de ficar e ir,
Hei-de ser quem vai chegar
Para ser que quer partir.

Viver é não conseguir.
"



" Lá fora onde árvores são
O que mexe a parar
Não vejo nada senão,
Depois das árvores, o mar.

É azul intensamente,
Salpicado de luzir,
E tem na onda indolente
Um suspirar de dormir.

Mas não durmo nem eu nem o mar,
Ambos nós, no dia brando,
E ele sossega ao avançar
E eu não penso e estou pensando.
"


Poesias inéditas (1930/1935)

11/10/2008

Que grande carro que se perdeu...




Com o devido respeito à família e amigos (se os tinha).

Um Outro Mundo Mesmo Aqui Ao Lado

“Não estamos a legislar, meus senhores, para gentes remotas e estranhas. Estamos a ampliar as oportunidades de felicidade dos nossos vizinhos, dos nossos colegas de trabalho, dos nossos amigos e dos nossos familiares, e desse modo estamos a construir um país mais decente, porque uma sociedade decente é a que não humilha os seus membros.”

José Luis Rodríguez Zapatero (a propósito do casamento entre pessoas do mesmo sexo)

06/10/2008

Morria faz hoje 9 anos

A intemporal voz de Amália Rodrigues...



Aqui na Bélgica em 1973.

STOIJKOVIC

Apago o post furioso que escrevi. É melhor. Escrito a quente, lê-se mal depois. Mas mantenho o que penso. Este Sporting não joga nada de nada e muito dificilmente chegará a algum lado. Espero bem não ter razão nenhuma.

05/10/2008

Olha lá Paulo Bento...



Hoje os adeptos assobiaram tanto ou mais, e com razão, que no jogo com o Basileia. Consegues-me explicar porque é que hoje não os criticaste?
Pois é, depois de ganhar (a um clube medíocre é certo) é mais fácil mandar postas de pescada.
Desculpa tratar-te por tu, mas aceita o conselho: preocupa-te mais com a equipa e a gestão do balneário e deixa o público ter a sua opinião. Quanto ao mais ouve o que o Mourinho disse após muitos apupos "o público tem sempre razão".

Tudo o mais (de) nada vale.

É assim tão dificil bater este Porto?



Apesar disto seremos campeões!

Ainda vamos a tempo de acordar ou pelo menos perceber que Rochemback, Moutinho e Veloso a meio campo não dá.
Será que ninguém lesiona o Rui Patrício num treino com medo que o Paulo Bento coloque o Tiago???

Domingo


Todo o Domingo é sempre um bom dia para ver o Porto levar na pá. . Senão me falha a previsão será deveras divertido. Se não me falha a previsão...

04/10/2008

Delírios do PS



Alberto Martins e a bancada parlamentar do PS correm o risco de ficarem desacreditados a propósito das disciplina de voto no debate e votação dos projectos sobre casamentos homossexuais. O assunto devia ser consensual depois de se saber que José Sócrates e a larga maioria de dirigentes socialistas são favoráveis à ideia e a acham muito de esquerda. Mas compreende-se: os projectos são do Bloco e dos Verdes, e o PS não está para ir atrás dos outros. O argumento usado é delirante: o PS não inscreveu a matéria no seu programa eleitoral. Se fôssemos contabilizar as discrepâncias entre as promessas eleitorais e a realidade, o PS coraria de vergonha (impostos, por exemplo). Mas, enfim, é uma mariquice, dizem eles.

FJV

Qual a resposta?



O maior partido de esquerda em Portugal já mostrou abertura para uma coligação de forças contra este governo de Socrates.
E agora B.E.? Juntas-te ao PCP, mostras finalmente uma politica de ideias e projectos de governação ou o Louçã será o Sá Fernandes do Engenheiro Socrates?

Que respostas darão aqueles que passam a vida a dizer que o PCP é um partido fechado sobre si próprio?

Aguardo (im)pacientemente...

Figuras




Sem surpresa o Expresso de hoje pública a listinha onde se compõe os nomes de quem usufruiu das casas da câmara arrendadas em condições de quase gratuitidade. Pelos vistos ninguém se escondeu e a total falta de vergonha desta gente foi canalizada para atitudes que quem não saiba do que se trata provavelmente interrogar-se à sobre que tamanho crime os "pobres coitados" serão alvo. Veja-se: Dina Aguiar fala na "inveja e dôr de cotovelo" e o insuportável Baptista Bastos numa cabala dos seus inimigos e que está a a pagar o preço pela sua frontalidade. De facto, a inveja e mesquinhez é um problema nacional. Disso não tenho a mais pequena dúvida. Mas existe outro problema nacional, ás vezes igual ou pior, o utilizar a suposta "inveja" como escadote para bicos de pés.
A megalomania é outro problema. No caso de BB, directamente proporcional á sua falta de talento. Nunca passou de um chato.

01/10/2008

Dia Mundial da Música



Poderia estar aqui a escrever um bonito post sobre o dia mundial que hoje se comemora, mas como vivo em Portugal e não sou indiferente ao que se passa, não consegui passar ao lado desta notícia que nos dá conta de como são tratados os nossos jovens e futuros músicos.
Para além de não ser possível trabalhar nestas condições é inacreditável a falta de respeito por quem aprende e por quem lecciona no Conservatório Nacional. E ainda não começou a chover...
Por mais extraordinário que pareça esta notícia não surpreende ninguém que esteja minimamente ligada ao meio. É que depois de tanta trapalhada neste Ministério da Educação (não só em relação à música) relativamente ao novo ensino da música todos esperavam um desfecho destes.
Ora aqui está o grande investimento no ensino da música prometido pela nossa querida ministra.

30/09/2008

Acabe-se com a vergonha III

No Outono de 1989 conduzi na RTP os debates entre os candidatos a Lisboa. O grande confronto foi PS/PSD. Duas candidaturas notáveis. Jorge Sampaio, secretário-geral, elevou a política autárquica em Portugal a um nível de importância sem precedentes ao declarar-se candidato quando os socialistas viviam um dos seus cíclicos períodos de lutas intestinas. O PSD escolheu Marcelo Rebelo de Sousa.

No debate da RTP confrontei-os com a fotocópia de documentos dos arquivos do executivo camarário do CDS de Nuno Abecassis. Um era o acordo entre os promotores de um enorme complexo habitacional na zona da Quinta do Lambert e a Câmara. Estipulava que a Câmara receberia como contrapartida pela cedência dos terrenos um dos prédios com os apartamentos completamento equipados. Era um edifício muito grande, seguramente vinte ou trinta apartamentos, numa zona que aos preços do mercado era (e é) valiosíssima. Outro documento tinha o rol das pessoas a quem a Câmara tinha entregue os apartamentos. Havia advogados, arquitectos, engenheiros, médicos, muitos políticos e jornalistas. Aqui aparecia o nome de personagem proeminente na altura que era chefe de redacção na RTP.

A lista discriminava os montantes irrisórios que pagavam pelo arrendamento dos apartamentos topo de gama na Quinta do Lambert. Confrontados com esta prova de ilicitude, os candidatos às autárquicas de 1989 prometeram, todos, pôr fim ao abuso. O desaparecido semanário Tal e Qual foi o único órgão de comunicação que deu seguimento à notícia. Identificou moradores, fotografou o prédio e referiu outras situações de cedência questionável de património camarário a indivíduos que não configuravam nenhum perfil de carência especial. E durante vinte anos não houve consequência desta denúncia pública.

O facto de haver jornalistas entre os beneficiários destas dádivas do poder político explica muito do apagamento da notícia nos órgãos de comunicação social, muitos deles na altura colonizados por pessoas cuja primeira credencial era um cartão de filiação partidária. Assim, o bodo aos ricos continuou pelas câmaras de Jorge Sampaio e de João Soares e, pelo que sabemos agora, pelas câmaras de outras forças partidárias. Quem tem estas casas gratuitas (é isso que elas são) é gente poderosa. Há assessores dispersos por várias forças políticas e a vários níveis do Estado, capazes de com uma palavra no momento certo construir ou destruir carreiras. Há jornalistas que com palavras adequadas favoreceram ou omitiram situações de gravidade porque isso era (é) parte da renda cobrada nos apartamentos da Quinta do Lambert e noutros lados. O silêncio foi quebrado agora que os media se multiplicaram e não é possível esconder por mais vinte anos a infâmia das sinecuras. Os prejuízos directos de décadas de venalidade política atingem muitos milhões.

Não se pode aceitar que esta comunidade de pedintes influentes se continue a acoitar no argumento de que habita as fracções de património público "legalmente". Em essência nada distingue os extorsionistas profissionais dos bairros sociais das Quintas da Fonte dos oportunistas políticos que de suplicância em suplicância chegaram às Quintas do Lambert. São a mesma gente. Só moram em quintas diferentes. Por esse país fora.

(Mário Crespo, no JN)

Já cá faltava o Zé




"É preciso que as pessoas saibam que vale a pena denunciar a corrupção e não tenham medo", defendeu argumentando que está no processo a cumprir "um dever cívico". Público

Isto quando falamos no caso Bragaparques, porque no resto:

“O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, opina que "nem pensar" em Ana Sara Brito se demitir, justificando que "foi uma coisa entre a vereadora e o engenheiro Abecassis, com um contrato de arrendamento, com critérios da altura".” RTP

Essa “coisa” entre a vereadora e o engenheiro Abecassis, chama-se cunha, favorecimento… enfim, corrupção. Já para não falar que todo o processo em que esta “coisa” se desenvolveu, é pautado pela total falta de transparência, abuso político, ou irresponsabilidade… como preferirem.
Ah! E quanto à devolução da casa em 2007… Cobrir o próprio coiro quando se passa a tutelar a Habitação e Acção Social, está longe de compensar os anos seguidos de abuso indecente.

Confirme lá quantos anos de abuso é que foram Sr. Sá Fernandes. Não tem tempo? Peça a um dos seus 11 acessores, Sr. vereador… ou será que agora são menos?... ups… Sorry


( via politikae )

Baptista



De Pedro Vieira no Arrastão.

Vergonha nenhuma!



Com que então esta vereadora (Ana Sara Brito) com a responsabilidade da acção social (quem diria) paga uma renda menos que simbólica à vinte anos na rua do Salitre.
Vinte anos exactamente a altura em que entrou para a camara.
Até ao ano passado esta senhora, para ser muito delicado, pagava 147 euros de renda tendo uma reforma de três mil e tal euros!

Não se trata de um caso claro de corrupção com pitadas de obscenidade e descaramento?
Não existem neste país julgamentos para casos destes?
Poderá tal sra continuar a trabalhar na Camara?
Claro que pode continuar e como estamos mesmo na républica das Bananas, ela nem vê motivos para se demitir, pois como diz foi tudo feito dentro da legalidade...

Puta que pariu a esta mafiazinha bafienta que não nos deixa respirar!

Acabe-se com a Vergonha II

(Rui Tavares, no Público)

Segundo o UrbanAudit, serviço da UE, Lisboa é a cidade média/grande mais desvitalizada de toda a Europa a 27. Não há notícia, em toda essa Europa, de um parque habitacional tão fragmentado — excepto em pequenas cidades romenas que perderam a indústria mineira. Lisboa perdeu, em trinta anos, trinta por cento da população. (...)

António Costa tem de agir rapidamente nos dois planos.

Em primeiro lugar, interromper a prática não basta. Se for verdade que uma vereadora beneficiou dela, mesmo que em tempos de outro presidente, a própria vereadora tem que vir dar explicações a público. Se as explicações não forem satisfatórias, terá de demitir-se. É tão simples quanto isso. Sem essa acção nunca a câmara se poderá credibilizar para o passo que se segue.

A utilização do parque habitacional da câmara pode — e deve — ser uma ferramenta ao serviço da revitalização da cidade. Mas esta é uma política pública por excelência: com património público, para benefício último do público, e de maneira a que tudo se passe em público.

Para dar um exemplo: sim, é verdade que os artistas são muitas vezes o primeiro motor do renascimento de um bairro. Não é raro — e não é mal pensado — que os poderes municipais, por esse mundo fora, se empenhem em cativar as classes criativas para certos pontos da cidade. Mas a única forma correcta de o fazer é através de concursos públicos para residências artísticas por prazo limitado a troco de projectos específicos. Exemplo: vinte ou trinta jovens artistas por ano, escolhidos pelos professores da Faculdade de Belas-Artes (de preferência da Universidade do Porto, para não haver confusões). Também o caso do artista ou escritor de mérito a quem a cidade decide retribuir pela sua obra não me choca especialmente — desde que seja excepcional, se passe à luz do dia e traga benefícios para os munícipes como a utilização de uma biblioteca ou a constituição de uma fundação — e seja pensado como homenagem e não como favor.

A atribuição de casas a funcionários da câmara, jornalistas e políticos não é admissível — nunca, jamais, em tempo algum — e nada a pode justificar. Só nos permite saber que afinal havia recursos para uma política interessante que foram desviados e desperdiçados.

Tendo em conta o grave panorama urbano de Lisboa, é um duplo escândalo, tornado ainda mais deprimente por uma cultura municipal “histórica” que parece achar que tudo isto é normal. Nesse caso, é essa cultura que terá de ser mudada de alto a baixo, com carácter de urgência e sob o olhar de todos. A máxima a seguir é: o melhor desinfectante é a luz do Sol.

Acabe-se com a Vergonha

(Via Arrastão, Pedro Sales)


O envelhecimento e progressiva desertificação do centro de Lisboa nos últimas décadas é o que torna mais difícil de “engolir” o escândalo do património disperso da Câmara de Lisboa. Lisboa perdeu 250 mil habitantes desde 1981. São milhares e milhares de jovens que, perante o preço do mercado imobiliário, se refugiaram nos subúrbios. Esse fluxo migratório tem consequências na vida da cidade. A cidade torna-se mais insegura, o trânsito insuportável, o planeamento urbano caótico, o comércio e transporte nocturno uma miragem. Há anos e anos que não há candidatura autárquica que se preze que não prometa “repovoar” Lisboa com jovens.

Ora, pelo que agora se sabe, para além dos fogos da habitação social, a câmara dispõe de 3200 casas espalhadas pela capital. E durante as três décadas em que a cidade se foi envelhecendo e desertificando, os sucessivos executivos preferiram distribuir apartamentos a amigos, directores municipais, da polícia, jornalistas, vereadores e sabe-se lá a quem mais. Algumas das casas terão sido certamente entregues a quem precisava, não duvido. Mas a questão de fundo mantém-se. Sem critérios claros, a distribuição destas casas foi casuística e nepotista. Pior. A câmara hipotecou o principal instrumento de que dispunha para influenciar os preços do mercado e para chamar jovens em início de carreira, efectivamente necessitados de rendas controladas, para o centro da cidade. Escolheu a via mais fácil. A inexistência de regras, permitiu a quem pôde entregar casas a todos quantos se sabiam movimentar nos corredores do Paços do Concelho.

É por isso que as declarações hoje proferidas por Ana Sara Brito são uma afronta aos milhares de jovens que, querendo continuar em Lisboa, passam horas e horas nos transportes para conseguir trabalhar na capital. Diz a vereadora da habitação que, tendo uma casa cedida por Krus Abecassis, o contrato sempre foi legal e a renda foi sendo actualizada ao longo destes 20 anos. Não duvido. Mas, verdade verdadinha, é que quando deixou a casa, em 2007, pagava cento e cinquenta euros por mês. Se o contrato não é de favor, o preço não engana. Ana Sara Brito, com um salário certamente superior a 90% dos lisboetas, vivia numa casa ao lado da principal artéria da capital, pagando um renda que não dá para alugar um simples quarto na periferia. Ana Sara Brito está a mais no cargo que ocupa. Se não o percebe, o mais certo é que os lisboetas acabem por o fazer por si.

PS: António Costa solicitou solicitou um parecer à Comissão Nacional de Dados para divulgar a lista do património disperso da autarquia, quem o ocupa e as rendas praticadas. Fez bem. Perante o avolumar da história não há nada como divulgar todos os nomes. Até porque, como se tem visto, tudo o que sai na imprensa vem da mesma fonte. Está na altura de conhecer toda a história, e não apenas a que mais convém a Santana Lopes e Helena Lopes da Costa.

29/09/2008

E um pouco de vergonha na cara?



Será possivel depois de tudo o que escreve, este homem ser um dos beneficiários de casa camarária e ainda por cima recusar-se a dizer quanto paga de renda??

Que tal um mínimo de dignidade?

Esta é dele:
"O escritor é um ladrão desavergonhado."
D.N. 05/07/2008

Lausane



" E, afinal, esta gente não deve ser feliz. Vista de perto e com atenção, nota-se uma espécie de amargura petrificada em cada rosto, uma velada névoa de hostilidade em cada olhar. Perfeito, o maquinismo social funciona cronométricamente. Resta saber se não ficará em cada peça uma recôndida saudade anárquica, um sufocado grito de revolta...
Talvez seja impressão minha. Mas estou em crer que há-de chegar o dia em que será preciso fazer a este povo uma psicanálise colectiva, uma radiografia em série de cada vida. Liberto do seu gesto mecânico e convencional, o cuco poderá então desabafar. Contar-nos como durante tantos anos foi açaimada dentro da caixa de relógio da sua solidão..."


Miguel Torga
Diário
29/09/1950

28/09/2008

Outono

Como o Outono


Nesta equipa de aborrecido losango tudo se está a tornar tão previsível que leigos como eu se parecem tornar adivinhos. No inicio com aquele ridículo falhanço do Djaló, "isto vai se pagar, já acham que têm todo o tempo do mundo. Isto paga-se...". Na segunda parte o Benfica aperta mais, o Sporting sacode um pouco com um primeio remate de Rochemback a milhas da baliza, outro para as nuvens do Moutinho e por fim um para o Segundo Anel do Veloso que no final cheio de estilo deu meia volta como que a mostrar-se para o Arsenal. Da Sport TV diz-se que Paulo Bento está tranquilo no banco, não se vislumbram substituições. Viro-me para o lado, "está tranquilo mas daqui a nada acaba-se a tranquilidade, é só esperar...". Não foi preciso muito. Golo do Benfica, sem espinhas. Antes do 2-0 a mesma coisa. E lá foi, limpinho. Paulo Bento já estava de pé, menos tranquilo. A pensar em quê? Na sorte?
Isto não promete nada. O Sporting é hoje uma equipa que simplesmente não sabe o que fazer quando tem a bola. O mesmo que se viu hoje já tinha acontecido em Madrid e Barcelona. Lá ganharam contra um FC Porto fraquíssimo ou contra o Braga com a protecção de Nosso Senhor. De resto faltam ali princípios de jogo que sirvam para alguma coisa, e empenho dos jogadores, que é pouco, como se tem visto. Quem deu com o óbvio disto foi o Besugo, outro sportinguista, de certeza que não precisou de consultar as estrelas para escrever isto, hoje ás 12h31:

"Vamos perder no Benfica.
Não é com o Benfica. É no Benfica.
E com o Benfica também.

É como o Outono: o Outono é no Outono, também"
Gosto desta palavra. "Também".

27/09/2008

Bullshit

Se o objectivo deste boicote da DECO era assustar as gasolineiras vou ali e já venho. Na televisão vejo filas de carros à Sexta-feira enchendo o deposito para dar descanso à consciência bem pensante que faz o boicote da praxe no Sábado. Na Segunda-feira lá estarão a entupir o trânsito na cidade porque andar de transportes é uma seca e coisa do povão. Andamos a brincar à boa consciência. São modas...

UMA PERGUNTA A LOUÇÃ



Se o BE sempre foi a favor do casamento gay porque razão esperou pelo último ano da legislatura para agendar o debate? Porque estava preocupado com as desigualdades ou porque aproveitou estas para conquistar votos com a proximidade das eleições?

( via o jumento )

O debate


Infelizmente temo bem que Barack Obama não tenha estaleca para estas coisas. É mais piloto de longo curso que corredor de 100 metros, melhor em discursos que soundbytes. Mesmo assim empatou o debate com um sofrível desempenho. John McCain provou ser muito superior neste tipo de registo. Brilhante na frase curta para publicitário, muito à Ronald Reagan , dispôs e abusou de alta auto-confiança baseada na experiência e num certo tom de patriotismo e heroísmo que é muito caro ao eleitorado e traz quase sempre resultados.
Mas não ganhou o jogo. Traiu-se com três erros fatais que poderão complicar a campanha de eleição:
1- Exagerou no tom paternalista a Obama. Sempre a dizer e a dar a entender que o adversário é "tenrinho" e percebe pouco. O que no inicio até pareceu um passo muito inteligente, acabou por se tornar gratuito, repetitivo, cansativo. Quase no fim, por algumas vezes, muita gente deve ter pensado "lá vai ele outra vez embirrar com o homem...". Aí Obama soube manter-se frio, calmo, guardando alguma distancia de segurança, como que dizendo "o que tu queres sei eu pá...".
2 - Precisar precisava, mas John McCain não descolou o necessário da imagem de George W.Bush. A sua superioridade no debate foi aqui atenuada. Não por acaso, Obama ganhou na sondagem da CNN. John McCain foi mais do mesmo, sobretudo na discussão sobre o Iraque. Obama aí soou como a voz da razão no meio de toda aquela loucura militarista de McCain.
3- John McCain mentiu 11 vezes, o que não passou despercebido porque foi terna e calmamente desmentido por Obama umas quantas. Barack Obama só mentiu uma vez.

Conclusão: Barack Obama tem de ter muito cuidado com John McCain, que é muito inteligente, obstinado e capaz de fazer tudo e qualquer coisa para ganhar.Tem para isso uma máquina feroz e muito perigosa por trás. Obama tem de ser mais inteligente, não cair em ratoeiras e saber atacar bem, no momento certo.
Aguardo agora pelo valente bigode que Sarah Palin vai levar de Joe Biden. Espero sentado e pacientemente por uma goleada das antigas. Go Joe, go...

Absurdo

Será que alguém me consegue explicar o objectivo do boicote marcado para hoje pela DECO? Pois então hoje (Sábado) é pedido para ninguém abastecer devido aos preços dos combustíveis, mas não é pedido a ninguém para andar a pé ou de transportes, ou seja deixar o carro parado. A todos os que querem mostrar que aderiram ao protesto bastou-lhes meter gasolina ou gasóleo ontem ou há uns dias ou vir a meter amanhã ou daqui a uns dias...
As gasolineiras perdem alguma coisa? Não me parece.
Por outro lado poder-me-ão dizer que se trata de uma chamada de atenção e de uma forma de demonstração de força. Se é por aí também não me parece que tenha grande efeito.
Se é para chamar a atenção porquê a um Sábado? Se se trata de uma demonstração de força a mesma questão acrescida de outra: qual a estatistica para analisar o boicote? Será o número de carros que em média abastecem em Sábados chuvosos?
Haja paciência e sejamos sérios no que fazemos e/ou acreditamos.
Se o objectivo é a banalização do(s) boicote(s), pois então parabéns, demos mais um passo em frente!

Paul Newman

Loucura

13/09/2008

Fernando Pessoa




"Caminho a teu lado mudo
Sentes-me, vês-me alheado...
Perguntas, sim ou não, não sei...
Tenho saudades de tudo...
Até, porque está passado,
Do próprio mal que passei.


Sim, hoje é um dia feliz.
Será, não sei, incerto
Num princípio não sei quê
Há um sentido que me diz
Que isto - o céu largo e aberto -
É só a sombra do que é...


E lembro em meia amargura
Do passado, do distante,
E tudo me é solidão...
Que fui nessa noite escura?
Quem sou nesta morte instante?
Não perguntes... Tudo é vão."





" Sim, tudo é certo logo que o não seja,
Amar, teimar, verificar, descrer - ,
Quem me dera um sossego à beira-ser
Como o que à beira-mar o olhar deseja.
"


Poesias inéditas ( 1919 - 1930 )

10/09/2008

Sobre os Posts da Semana

Não tendo eu publicado a semana passada os posts dessa mesma semana e, sabendo eu, que para a semana não estarei em Portugal. Aproveito este post para anunciar que no final do mês lançarei os posts do mês bem como o tão prometido blogue do mês.
Quanto a estas ausências blogosféricas peço desculpa a quem nos acompanha, mas eu ando dividido entre Lisboa (de onde edito este post)e um belo monte no Algarve onde a rede da Net é muito pouca. Quanto ao Pedro e, ao que sei, também não tem parado por esse país fora...

As nossas desculpas e até já!

Rua do Emigrante

09/09/2008

Ana Carolina - Garganta



Parabéns pelos 34 anos completados hoje e que esta garganta se mantenha por muitos e bons anos...

(re)Nascer

07/09/2008

Rectificação

A rapidez de secretaria foi mais rápida que eu e que o Público on-line, ainda assim, não tenho porquê (que seria bem mais fácil) apagar o anterior post.
Mantenho tudo.

Lewis Hamilton



Ele há Domingos assim...
Este nem o viste!

PP - Poleiro do Portas





Parece que Luís Nobre Guedes se terá demitido da direcção do CDS-PP já em Setembro... de 2007. E só agora se soube. A questão aqui não é a de saber como conseguiu Paulo Portas abafar a informação durante um ano inteiro. É, sim, quão insignificante deve ser o CDS-PP no panorama político nacional para, num país onde tudo se agita quando há meia dúzia de assaltos, só um ano depois se saber que um dos vice-presidentes se demitiu.

( via bem pelo contrário )

01/09/2008

Caetano e Chico



Para todos aqueles que a partir de hoje têm todos os dias todos sempre iguais e como tal tão únicos e distintos...

Censuras...



Após o espanto por isto, vou tentar por estes dias, já que estou no concelho de Faro, perceber o porquê da censura e que mais blogues são indecorosamente censurados.
Será que foi este post infeliz o motivo da censura?
Não me parece... Parece-me mais que devem cortar à esquerda e à direita consoante uma lógica qualquer do censor.

Pode ser que aproveite também, nessa altura, para falar em algumas limitações à liberdade e ao progresso que por aqui se vão sentindo.