30/06/2008

Diga Não ao mono do Rato!



Subscrevendo e divulgando esta petição.

As gerações futuras agradecem.

O Grande Falhanço



No dia 21 de Junho vim aqui opinar sobre o desfecho do Euro... E em cheio, não poderia ter falhado mais redondamente.
E ainda bem. Para o Futebol, para a Espanha e até para Portugal.

É a chamada saída à ricardo...

26/06/2008

Há 100 anos nascia Salvador Allende




E aqui algumas imagens do golpe de Pinochet

Congresso Feminista



O Congresso Feminista 2008 começou hoje, dia 26 de Junho, pelas 9h30, na Fundação Calouste Gulbenkian. Mais de 500 inscritas/os, dezenas de comunicações, exposições, fotografia, música, video e palestras. Bom, desde 1928 (II Congresso Feminista e da Educação, que se realizou quatro anos depois do primeiro) que não se via nada assim. Sigam esta onda!

( via a cidade das mulheres )

XXV Festival de Teatro de Almada




Vinte e três espectáculos, de companhias de oito países, desfilam no Festival de Almada, em cena de 4 a 18 de Julho em vários espaços de Almada e Lisboa. Uma programação especial para a comemoração do quarto de século do festival de teatro mais conhecido da Grande Lisboa.
Para a celebração deste 25º aniversário a organização decidiu oferecer ao público uma prenda maior: pela primeira vez no programa do festival surge uma peça do Berliner Ensemble, o mítico colectivo teatral alemão fundado no pós-guerra (1949) pelo dramaturgo Bertold Brecht e pela sua mulher, Helene Weigel. O acontecimento vai traduzir-se em duas representações de Peer Gynt (1867), obra épica do norueguês Henrik Ibsen, sob a direcção de Peter Zadek, nos dias 12 e 13 no palco principal do Teatro Municipal de Almada.
A abertura do festival faz-se com duas estreias teatrais - "Gengis Entre os Pigmeus", de Gregory Motton, com encenação de Pedro Marques, e "Numa Certa Noite", de Luís Mestre, dirigida por António Simão - e um espectáculo de dança, "Dentro de Mim Outra Ilha", com coreografia do moçambicano Panaibra Gabriel.
Ao longo de duas semanas, o festival acolhe sete criações nacionais em estreia absoluta e, à semelhança do que aconteceu em anos anteriores, uma personalidade do mundo artístico será homenageada - o escolhido deste ano é o pintor e cenógrafo João Vieira.

25/06/2008

Posts Da Semana

Como hoje é Quarta-feira aqui estão os posts favoritos da última semana.

Posts Favoritos:
- Preconceitos de José Manuel Fernandes
- Às vezes quem perde são os nossos
- Graçolas de oportunidade
- Exames bué da...
- Chavez - O Ditador sem Ditadura
- " A Disputa " no Balleteatro
- Dra. Manuela Ferreira Leite: Já ouvimos
- Cabra Cega
- Prazeres e Rituais
- Abstsenção ou Desistência?
- Demolidor
- O PSD é um partido estranho
- Porque revemos filmes...
- Adeus

Esta semana gostava ainda de dar os nossos parabéns ao blogue Avatares de um desejo que completou 5 anos!

Boas viagens e um abraço

Importa-se de repetir?



o Ministro da Cultura declarou recentemente que “Pessoa, enquanto produto de exportação, talvez seja mais valioso que a PT”.

( via Blogtailors )

24/06/2008

Caetano Veloso I - Sampa



Ouçamos esta fantástica música (re)lembrando ou (re)vivendo velhas imagens destes eternos jovens...

" e novos baianos te podem
curtir numa boa! "

23/06/2008

Elefantes a Voar


Costuma dizer-se: "desde que vi um porco a andar de bicicleta nada me surpreende..." ou "desde que vi um elefante a voar!...".

A confirmar-se esta notícia sempre temos estas expressões, por acaso, tão nossas para prosseguir a conversa de café...

22/06/2008

" Pública" Ana Moura

Hoje foi o primeiro dia que tive ao Domingo um "Público" á minha frente e não o comprei. Olhei para o título da "Pública" e vi Ana Moura a dizer que "gostava que Fernando Pessoa fosse vivo e escrevesse para ela". Dei meia volta, não consegui comprar. Talvez por pudor ou porque aquela revistazinha já estava a pedi-las. Perco o Pulido Valente, o Jorge Almeida Fernandes, ou António Barreto mas antes assim.
Já em casa passo pelo Origem das Espécies e FJV tira-me as palavras da boca: "Daqui a nada, temos gente que nunca leu uma antologia de Pessoa mas queria que ele fosse vivo ou fosse outra coisa". Não acho que seja "pessoal", acho que retrata o que é. Futilidade e estupidez mesmo.

INSUSTENTÁVEL



«O cidadão estava visivelmente satisfeito e aliviado quando me abordou no café, de manhã:

- Então, esteve no buzinão?

- O buzinão, qual buzinão?

Tinha-me esquecido dessa convocatória de indignação cívica, a juntar à paralisação terrorista dos camionistas e a anteceder as marchas dos agricultores, dos taxistas e de todos os que querem ‘gasóleo verde’ - isto é, os cidadãos todos a pagar parte do seu gasóleo.

- Pois eu estive!

O cidadão olhou para mim, de cima a baixo, não conseguindo disfarçar a desilusão que eu lhe havia causado.

- Ah... E buzinou contra quê? - perguntei, maldosamente.

- Contra quê? Contra o preço dos combustíveis, claro!

- Pois, o preço dos combustíveis... E buzinaram contra quem: contra os produtores de petróleo, contra os especuladores internacionais, contra os chineses e os indianos?

O homem olhou para mim como se o sol da manhã me tivesse feito mal à cabeça.

- Ora essa! O buzinão era contra o Governo, e isto é só o princípio!

E virou-me as costas, orgulhoso da sua prestação cívica e da lição que me havia dado. Vi-o embarcar no seu carro, com uma bandeirinha nacional flutuando à janela - sinal inequívoco de que ali estava um patriota de gema, que de manhã buzina contra o Governo, que não é capaz de inventar poços de petróleo, e o resto do dia buzina em apoio à nossa Selecção.

Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso Portugal...

Anteontem, os camionistas ‘rebeldes’ formalizaram a constituição de uma nova Associação para contrapor à existente, que acusam de ter desconvocado a paralisação sem obterem do Governo a contrapartida de lhes subsidiar o gasóleo à custa dos contribuintes. Por eles, ainda estavam nas estradas, com o país a seus pés e o Estado de gatas. Que ninguém tenha dúvidas para que vai servir a nova Associação: agora, que provaram o poder inebriante de conseguir fazer ajoelhar o poder democrático em três dias e de terem estado à beira de ver um país inteiro a gritar com o Governo “dêem-lhes tudo o que eles querem antes que a vida se torne insustentável para todos!”, é certo, certíssimo, que os ditos ‘rebeldes’ não se vão ficar por aqui. Eles perceberam que, nas sociedades modernas, há três coisas contra as quais um Estado democrático está basicamente indefeso: o terrorismo, a grande especulação financeira de um capitalismo global sem ética alguma e os camionistas.

A seu tempo, houve quem avisasse contra o entusiasmo com que a CP andou a desmantelar linhas e ligações que tinham custado o esforço financeiro de gerações a construir. Mas uma lógica de contabilista, incapaz de planear a mais longo prazo do que os balancetes semestrais, achou que se podia liquidar com vantagem o transporte ferroviário de mercadorias e pôr tudo na mão dos camionistas. E como, paralelamente, liquidámos a produção agrícola à força de subsídios para não produzir e em troca dos eucaliptos, dos campos de golfe e das urbanizações turísticas “de interesse nacional”, como, desgraçadamente, não produzimos um litro de gasóleo nem o poupamos, o país está inteiramente dependente dessa classe socioprofissional que acaba de nos pregar o susto da década.

Leio que a Procuradoria-Geral da República, muito legítima e louvavelmente, anuncia que vai processar os camionistas que cometeram crimes públicos, tais como apedrejamento de outros, obstrução da via pública, etc. Manda o bom senso que o Governo pondere bem no que se vai meter: um só ‘herói’ dos camionistas processado criminalmente e lá temos o país outra vez a ferro e fogo. Aliás, como se pode processar no dia seguinte e por actos de guerra aqueles com quem na véspera se negociou a paz?

Ai, esta terra ainda vai ficar linda, um imenso salve-se quem puder...

Eu juro que não tenho nenhuma embirração particular pelo homem, que nem conheço de lado algum. Mas a verdade é que já vi o país atravessar alguns vinte ministros do Ambiente e nunca vi nenhum que fosse tão inútil, tão acomodado, tão verbo-de-encher, tão prejudicial à área que tutela como esta triste figura do actual ministro, eng. Nunes Correia, de sua desgraça. Não consigo entender, francamente, porque insiste o homem em ser tratado pela alcunha de ministro do Ambiente - a não ser pelo prazer de usar o sobrenome de ministro.
Sete anos e duas secas depois de se ter iniciado o estudo do Programa Nacional de Uso Eficiente da Água, dez anos depois de ter sido prometido que campos de golfe só com reaproveitamento das águas residuais, Sua Excelência acha que tornar essa regra obrigatória não é medida prioritária a incluir no dito plano. Pelo contrário, deve tratar-se de uma simples “recomendação” a ser adoptada “numa base voluntária” (dos 43 campos de golfe do Algarve, a somar a outros 20 já aprovados, apenas um, até hoje, aceitou “voluntariamente” a recomendação; existe localmente uma profusão de ETAR, construídas propositadamente para o efeito e que custaram dezenas de milhões de euros, que não estão a servir para nada, apenas para as estatísticas ‘ambientalistas’ do Ministério).

Sua Excelência lembra que “o golfe é uma âncora importante do desenvolvimento do turismo em Portugal”. E Sua Excelência, muitíssimo mais preocupado com o turismo do que com o ambiente, não esquece que os jogadores de golfe têm duas características muito suas: primeiro, não gostam de repetir campos; mudam de campo como quem muda de camisa, o que justifica que mais de 6000 hectares do Algarve (muitos deles desafectados da Reserva Agrícola ou Ecológica) já estejam entregues ao golfe e consumindo um total de reservas de água equivalente a uma população permanente de meio milhão de pessoas - mais do que a população efectiva, que são 410 mil pessoas; por outro lado, eles também não gostam de pisar relvados regados com água que não seja pura, uma mania como outra qualquer.

Em contrapartida, o senhor ministro não leu o recente relatório do WWF, que prevê a intensificação da desertificação do território nacional a partir de 2020, devido às alterações climatéricas e à destruição progressiva do montado de sobro alentejano e algarvio, tal como o que está a ser promovido na região de Alqueva; não leu as recentes notícias sobre a falta de água em Espanha, de Barcelona a ser abastecida por navios-tanque, nem tomou conhecimento dos sucessivos relatórios sobre a desertificação e a crónica falta de água da Andaluzia e da Extremadura espanhola devido à necessidade de regar a praga dos campos de golfe, nascidos inconscientemente por todos os lados, como cogumelos selvagens. Sabiamente, Sua Excelência acha que “as medidas só devem ser implementadas à medida que são necessárias” e, por ora, ele está descansado que “não vai faltar água nem para os cidadãos nem para o golfe” (assim mesmo, em pé de igualdade). Sua Excelência, coitada, deve ser o único ministro do Ambiente que ainda não percebeu que a próxima e mais grave crise mundial não vai ser a da falta de energia, mas a da falta de água. Em 2020, aliás, é provável que Sua Excelência já se tenha reformado e esteja a ensaiar os seus «putts» num «green» regado a água do Luso.

Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu destino fatal: ainda vai tornar-se um país insustentável.»

Miguel Sousa Tavares
Expresso 21/06/08

A merecida chapelada

Muito me irrita a forma como se tenta justificar o descalabro contra a Alemanha. A vaidade e excesso de confiança que mataram a selecção vivem também aí, paredes meias com os anteriores "somos os maiores" e "até os comemos" . É a mesma coisa.
Esquecem-se que uma selecção como a Alemanha que é três vezes campeã do mundo e da Europa tem necessariamente de saber ganhar jogos. E o saber ganhar jogos implica que se saiba fazer tudo para conseguir atingir a vitória, aspecto em que "os Viriatos" se mostraram surpreendentemente ineptos e incapazes. Pode-se sempre falar da burrice de Scolari, da falta de planos B e C, das falhas grosseiras cometidas, da falta de concentração nas bolas paradas, do oferecimento aos clubes e outras putices que presenciámos a céu aberto. Mas não é esse o ponto. O ponto são mesmo os 90 mínutos em que se joga. Aí os jogadores estão sozinhos para mostrar o que valem. Sem jornalistas, lambe botas e telejornais com meia hora de bola. Aí quando o arbitro apita, quem tem unhas que toque a guitarra.
Estou farto de justificações. O que se tem dito e escrito na imprensa causa-me asco. Vão mas é dar uma curva. A verdade nua e crua é que Portugal tocou desafinado para caraças enquanto a Alemanha se aproximou da perfeição de umas "Variações Goldberg". Coisa para uns poucos predestinados. Daí vão pentear macacos.
Que ao menos tenhamos aprendido com a chapelada, eis o meu desejo. Merecida chapelada aliás. Como se costuma dizer: "vai buscar". Ricardo foi lá buscar três vezes bolas que já tinham entrado exactamente da mesma maneira. A um nível destes, é no mínimo uma vergonha. A Alemanha não foi só melhor, foi muito melhor. Haja ao menos um pouco de humildade na hora da derrota!

21/06/2008

Imagem do Dia



Com mais esta é que ninguém contava...

Pois é. Cheira-me que este Euro ou vai para os realmente grandes (Alemanha ou Itália) ou para os mais humildes (Turquia ou Rússia).
Tenho pena por Portugal, por esta magnífica Holanda que tinha conseguido grandes feitos até aqui e, também pela Espanha, pois não acredito que passe amanhã ou passando que ganhe o Euro.

20/06/2008

Ontem foi assim



Pois é tudo o que os alemães disseram que ia acontecer aconteceu...

Ricardo mais uma vez batido por um jogador com um nome díficil e Ronaldo anulado pelos alemães (na foto quem marca é Klose).
Penso que será importante para Ronaldo perceber que não é nem nunca será o Maradona (e para isso é importante que não vá para Madrid).
Para Scolari será importante ter a noção que desperdiçou duas gerações de talentos raras sem um único título. (Se Zico vier veremos finalmente vitórias).

Para os portugueses e, para já, começar a pensar realmente nas nossas vidas e a ver o que é que ainda podemos fazer por nós...

Amnistia Internacional



E porque nem tudo são más notícias e acreditamos que vale a pena lutar, ontem recebi este e-mail:

Caros Amigos

Gostaríamos de partilhar convosco um sucesso, uma boa notícia, que resulta do trabalho empenhado e activo dos membros e apoiantes da AI Portugal.

Numa decisão sem precedentes, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos e contra a posição oficial da administração Bush, decretou o direito dos detidos em Guantánamo de, ao abrigo da Constituição dos Estados Unidos da América, terem acesso aos tribunais civis para avaliação da legalidade da sua detenção (habeas corpus).

Esta decisão constitui um marco histórico no sentido da restauração da supremacia da lei no âmbito das medidas de combate ao terrorismo.

Desde a sua criação, a AI foi uma das organizações que mais lutou para que Guantánamo fosse encerrada e para que os direitos dos detidos fossem respeitados.

Seis anos depois e graças ao trabalho de denúncia e pressão das secções da AI e dos seus mais de dois milhões de membros e apoiantes, dos quais você faz parte, vemos uma decisão que reforça a nossa luta e pode significar o princípio do fim do centro de detenção.

Estamos todos de parabéns.

Que esta decisão sirva de incentivo para que, com a sua ajuda e participação, continuarmos o trabalho de tornar os Direitos Humanos para todos uma realidade.

Um abraço

Amnistia Internacional Portugal
Telf: 21 386 16 52
Fax: 21 386 17 82
e-mail: aiportugal@amnistia-internacional.pt

Visite o nosso website em www.amnistia-internacional.pt

19/06/2008

Posts Da Semana

Apesar de um dia atrasados aqui estão os posts seleccionados da última semana.

Posts Favoritos:
- Com toda a dranquilidade
- Marketing global, Xenofobia local
- Imperdível
- Já fui feliz aqui
- Gulbenkian
- Muita jota, pouca política
- Parabéns 1, 2


Boas viagens e um abraço